Foto: Floriano Lima
11/06 - UEAP e SESC apresentam: grupo de samba tradicional Coco de Zambê (RN)

Por meio da Unidade de Ações Culturais, a Universidade do Estado do Amapá (UEAP) tem feito parcerias com o SESC na busca de fortalecer atividades voltadas à cultura brasileira. No próximo domingo, 11 de junho, a UEAP recebe a apresentação do Projeto Sonora Brasil, com a temática "Na Pisada dos Cocos". Na oportunidade se apresentará no Auditório Central o grupo potiguar Coco de Zambê, a partir das 19h.

A roda do Coco de Zambê tem pelo menos um século de existência. As primeiras menções ao grupo remontam a 1903, com notícia do jornal A República, órgão do governo do Rio Grande do Norte, cujo conteúdo repudiava com veemência a prática de um “samba” que acontecia na casa de um sujeito conhecido como Paulo Africano, no município de Tibau do Sul.

Como tantas manifestações da tradição nacional, o Coco de Zambê correu o risco de desaparecer, mesmo tendo se constituído durante décadas como importante elemento identitário de comunidades quilombolas da sua região. Seu ressurgimento ocorreu no final do século XX a partir da iniciativa de pessoas preocupadas com seu desaparecimento. Neste contexto foi fundamental a determinação do Mestre Geraldo Cosme que, liderando um grupo familiar, retomou a prática do zambê buscando fidelidade à sua prática tradicional.

Segundo a professora de música Ana Paula Amaral, da Unidade de Atividades Culturais da UEAP, zambê são tipos de tambores usados no arranjo das músicas. "Dois tambores estão presentes na maioria dos grupos que praticam o Coco de Zambê: o próprio Zambê, também conhecido como pau furado ou oco de pau, que é maior e mais grave, e o Chama, ambos construídos artesanalmente com troncos de árvores da região", explicou, "Além desses tambores outros instrumentos de percussão podem ser encontrados, inclusive a lata, usada no grupo do Mestre Geraldo que, na verdade, é o reaproveitamento da lata de 18 litros utilizada no comércio de tintas".

A música se caracteriza como um canto responsorial, puxado pelo mestre e respondido pelo coro de vozes, e a dança acontece numa roda que mantém ao centro os tocadores. Os brincantes se revezam reverenciando o tambor e realizando passos livres de grande energia que lembram movimentos da capoeira e do frevo. Uma de suas principais características é o fato de ser praticado apenas por homens.

O grupo é formado por Didi (Djalma Cosme da Silva), Uzinho (Severino de Barros), Tonho (Antonio Cosme de Barros), Mestre Mião (Damião Cosme de Barros), Zé Cosme (José Cosme Neto), Kéké (Ckebesson da Silva), Pepé (Ederlan da Silva), Beto (José Humberto Filho de Oliveira).

PROJETO SONORA

Em sua 20ª edição, o Projeto Sonora apresenta os temas "Na pisada dos cocos" e "Bandas de música: formações e repertórios", que serão desenvolvidos no biênio 2017/2018 com a participação de quatro grupos em cada tema. Em 2017, o primeiro tema circula pelos estados das regiões Norte e Nordeste, enquanto o segundo segue pelos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em 2018, na 21ª edição, procede-se a inversão para que os grupos concluam o circuito nacional. 

Publicado em: Quarta-feira, 07 de Junho de 2017 por Assessoria de Comunicação - ASCOM
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